Talvez se te tivesse escrito as cartas tão pensadas na minha mente, o teu coração palpitasse agora por mim.
Eu pensei, muitas vezes, em escrever-te cartas. Enviá-las pelo correio, até. E quando as abrisses, sentirias o meu cheiro por entre as linhas e a minha letra redonda. Cada carta teria muitas páginas, que eu não me poupo nas palavras para ti. Cada letra seria cuidadosamente desenhada, como se fosse avaliada no final. O papel seria reciclado. A cor da caneta azul. E quando terminasse de as escrever, dobrava-as simetricamente, canto com canto, duas vezes. Por fim, colocava-as em envelopes, calmamente, como se não tivesse pressa que as lesses.
Todas elas teriam a emoção exagerada (mas verdadeira) que me caracteriza. Teriam o poder de te fazer sorrir, teriam a força para te fazer chorar, teriam a capacidade de te fazer sonhar.
Também isto poderia ser uma carta para ti. Mas não a vou escrever. Pelo menos não no papel. Que o que tenho para te dizer está algures escondido entre o meu coração e a minha alma. E a parte mais importante deste texto consiste nos espaços entre cada palavra e nas entrelinhas.
Será que vais perceber? Às vezes, nem eu percebo.
Para muitos, não passariam de cartas; ridículas, como um dia disseram.
Para ti, seriam cartas de amor.
Para mim, seria a expressão de uma vida.
Acho que nunca soubeste o quanto gosto de ti.
Eu pensei, muitas vezes, em escrever-te cartas. Enviá-las pelo correio, até. E quando as abrisses, sentirias o meu cheiro por entre as linhas e a minha letra redonda. Cada carta teria muitas páginas, que eu não me poupo nas palavras para ti. Cada letra seria cuidadosamente desenhada, como se fosse avaliada no final. O papel seria reciclado. A cor da caneta azul. E quando terminasse de as escrever, dobrava-as simetricamente, canto com canto, duas vezes. Por fim, colocava-as em envelopes, calmamente, como se não tivesse pressa que as lesses.
Todas elas teriam a emoção exagerada (mas verdadeira) que me caracteriza. Teriam o poder de te fazer sorrir, teriam a força para te fazer chorar, teriam a capacidade de te fazer sonhar.
Também isto poderia ser uma carta para ti. Mas não a vou escrever. Pelo menos não no papel. Que o que tenho para te dizer está algures escondido entre o meu coração e a minha alma. E a parte mais importante deste texto consiste nos espaços entre cada palavra e nas entrelinhas.
Será que vais perceber? Às vezes, nem eu percebo.
Para muitos, não passariam de cartas; ridículas, como um dia disseram.
Para ti, seriam cartas de amor.
Para mim, seria a expressão de uma vida.
Acho que nunca soubeste o quanto gosto de ti.
